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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sarna Sarcóptica (escabiose canina)



A escabiose canina, também conhecida como sarna sarcóptica é uma doença infecto contagiosa, causada pelo parasita Sarcoptes scabiei, que provoca escavação superficial da pele. Pode infectar humanos e gatos, é comum ocorrer em animal com histórico prévio de permanência em abrigos de animais, contatos com cães de ruas ou visitas à exposição. Produz substâncias alergênicas que provocam reações de hipersensibilidade intensamente pruriginosa (coçeira) em cães saudáveis ou filhotes. A transmissão é feita através de contato direto, ambientes contaminados, fômites (escovas, caminhas, etc) e o início dos sintomas podem aparecer em até 3 meses. As lesões  mais comuns incluem prurido intenso à grave, pápulas, crostas, hiperceratose, escamação, eritema, escoriações, alopecia (queda do pêlo). Inicialmente as regiões com menos pêlos é atingida, jarretes, cotovelos, extremidades de pavilhão auricular, região ventral do abdomen, tórax e axilas. Nos casos crônicos as lesões podem se espalhar pelo corpo, resultando em infecções secundárias, perda de peso e debilidade. 

O diagnóstico é baseado em histórico, sinais clínicos, resposta ao tratamento com escabicidas, reflexo oto-podal (esfregação da borda da orelha entre o polegar e dedo indicador resulta em um ato de coçar) é altamente sugestivo de escabiose, a microscopia com raspados de pele em regiões de lesões também é indicada, porém podem ocorrer falsos-negativos, nem sempre encontra-se o ácaro na lâmina. 

O tratamento é feito com banhos escabicidas (amitraz, monossulfiram), o uso de xampus anti-sépticos, anti-seborréicos ou anti-fungicos é necessário para remoção de crostas ou casos de infecções secundárias, necessário também tratamentos tópicos associados (fipronil, selamectina, moxidectina) e medicações anti-parasitárias (ivermectina) injetáveis ou orais. No caso de infecções secundárias fazer tratamento associado. É importante fazer a desinfecção do ambiente (canil, quintal, abrigos) com parasiticida, pois o parasita é altamente contagioso e pode infectar ocasionalmente humanos e gatos.

Qualquer alteração em seu animal, procure um Médico Veterinário

Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sábado, 30 de outubro de 2010

Cinomose

A Cinomose é uma doença viral nfecto-contagiosa que acomete cães domésticos e canídeos silvestres, principalmente filhotes, pela falta de imunização. O vírus da cinomose é um paramixovírus, que afeta o SNC dos cães. A transmissão é feita por contato direto, pelo ar, ou fômites. Os sinais clínicos são variáveis, depende-se da virulência da cepa viral, das condições ambientais, idade e estado imunológico. Podendo ser generalizados e graves em filhotes não vacinados. Na maioria das vezes os primeiros sinais são secreção nasal ou ocular,  tosse seca, podendo se resultar em pneumonia. Cães acometidos apresentam depressão, inapetência e com frequência febre, diarréia pode ocorrer, pústulas abdominais, hiperceratose de coxins e narinas é comum.
Hiperceratose narinas
Os sinais neurológicos se desenvolvem geralmente 1 a 3 semanas depois da recuperação sistêmica, e a evolução para o quadro neurológicos, vai depender da imunidade do animal, não necessariamente todos os casos irão evoluir para o quadro neurológico, isso depende de cada caso e da resposta de cada animal, já atendi pacientes que não evoluíram para o quadro neurológico e já atendi pacientes que evoluíram diretamente para o quadro neurológico sem envolvimento respiratório, quanto antes o diagnóstico, maiores as chances do animal. Os acometimentos neurológicos são convulsões, demência, desorientação, tetraparesia, ataxia e doenças cerebelares vestibulares. As convulsões podem ser de vários tipos, porém as mais comuns são as generalizadas. A mioclonia (contrações musculares repetitivas) é comum em cães com encefalomielite pela doença. Pode-se observar uveíte anterior em alguns cães. Animais idosos podem desenvolver encefalomielite crônica meses ou anos após se recuperarem de uma infecção pelo vírus da cinomose, apresentando tetraparesia, disfunção vestibular sem sinais sistêmicos o diagnóstico se baseia em histórico, exame clínico e exames laboratoriais como hemograma que pode estar normal ou revelar linfopenia grave, ou detecção de corpúsculos em eritrócitos e linfócitos circulantes. Aconselha-se a realização do PCR (pesquisa do vírus no sangue) caso hemograma resulte em normal. 
Quadro convulsivo
O tratamento é baseado nos sinais clínicos, antibióticos para quadros infecciosos secundários, polivitamínicos, imunoestimulantes, terapias anticonvulsionantes para controle das convulsões e outros tratamentos neurológicos. O importante  é conseguir manter a imunidade do animal para não haver complicações e consequentementes óbitos. A prevenção é feita através de corretos esquemas de vacinação quando filhotes e adulto. Animais curados podem eliminar o vírus por meses, portanto a vacinação de todos os animais da residência é importante. O vírus não resiste por um ano no ambiente como ouvimos por aí, ele é sensível ao hipoclorito de sódio (água sanitária). A desinfecção do ambiente é fundamental para a colocação de novos animais.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

domingo, 17 de outubro de 2010

Ehrlichiose Canina

É uma doença de caráter endêmico em nossa região é causada por uma bactéria chamada Ehrlichia canis, que parasita os leucócitos ( células de defesa) é transmitida pelo carrapato infectado durante o repasto saguineo.Na fase aguda o animal apresenta sinais clínicos como: febre, falta de apetite, aumento dos linfonodos, secreção nasal, dificuldades respiratória e indisposição. Na fase subclínica o animal apresenta somente alterações hematológicas, já na fase crônica há a incapacidade de resposta imune (por esta baixa resposta imunológica o animal fica sujeito a infecções oportunista como pneumonia, artrite, meningoencefalite entre outras), nesta fase crônica  o animal também pode apresenta fraqueza, depressão, perda de peso e hemorragias. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, pelos sinais clínicos e exame físico realizado pelo Médico Veterinário. O tratamento é  através de administração de antibiótico específico e terapia suporte como a fluidoterapia, transfusão sanguinea e estimulação do apetite.

Por estarmos em uma região endêmica a prevenção é de imensa importância e é feita através do uso de carrapaticidas, hoje em dia existem diversas apresentações desde pipetas que são instiladas no dorso do animal até  coleiras, consulte o veterinário pois ele indicara o produto ideal para cãozinho. 

Carrapato Rhipicephalus sanguineus
Lethicia Y. O. Ohara
Médica Veterinária
CRMV-SP 27201