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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Parvovirose (Teco)



Olá ! Esse pequeno e lindo é o Teco, um mestiço de Fox Paulistinha de 7 meses de idade. Ele foi atendido na clínica SFA. Chegou debilitado, apresentando diarréia sanguinolenta, vômitos, desidratação grave, caquexia, anorexia, dor abdominal, linfonodos aumentados e febre. O diagnóstico de parvovirose foi confirmado através de exames laboratoriais, histórico e exame clínico. Com a terapia intensiva (fluidoterapia, polivitamínicos, antibioticoterapia, probióticos) ficou internando durante 3 dias. Graças a São Francisco de Assis ele respondeu positivamente ao tratamento, evolui muito bem e se recuperou da doença, ele já está em casa, aprontando todas e já ganhou peso! Agora a próxima etapa e regularizar o esquema de vacinação do Teco. 

A parvovirose é uma doença gravíssima, que pode ser evitada através de vacinação!

Vacine seu Pet!


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

DAP (Dermatite alérgica à picada de pulgas)


Uma grande porcentagem dos animais que frequentam a clínica apresentam problemas dermatológicos alérgicos. A grande dificuldade quando nos deparamos com um animal alérgico é descobrir exatamente a o que ele é alérgico, ele pode ter outras doenças concomitantes (atopia, hipersensibilidade alimentar), por isso a necessidade de exclusão e manejo ambiental é imprescindível. Uma alergia de grande importância é a DAP, a saliva da pulga contém mediadores alérgicos, que resulta em hipersensibilidade (há uma alteração na produção de anticorpos Ige, o que leva a explosão de mastócitos que libera citocinas, histaminas resultando em prurido). Essa dermatite é não sazonal, ou seja, o animal pode apresentar o ano todo. Os sinais clínicos clássicos são prurido crônico moderado a grave com lesões auto-induzidas, lesões em linhas dorsais (lombo-sacrais, perianais), pode-se levar a dermatite úmida aguda secundária, dipilidiose (a pulga é parasitada por um verme que ao ingerida pelo cão pode desenvolver verminoses). O diagnóstico é baseado em histórico e exame clínico.O tratamento é feito com terapia antipruriginosa, tópico adulticida no animal (fipronil, imidacloprida) adulticida e controlador do crescimento no ambiente, controle dos contactantes, coleiras pulgicidas (lembrando que elas não matam por contato, o artrópode precisa picar para morrer, portanto ele é um produto de manutenção, deve ser associada à produtos tópicos ou orais). A recidiva é muito comum, portanto o controle do ectoparasita ambiental e animal deve ser feito rotineiramente. Se com o tratamento adequado persistirem as lesões e pruridos é de extrema importância o diagnóstico diferencial para outras doenças alérgicas (atopia, hipersensibilidade alimentar).


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Quer concorrer??


À cada procedimento seje clínico ou de banho e tosa, seu pet concorre há uma linda cesta de Natal recheada de coisas boas!! E quanto mais serviços ele fizer mais chances ele tem de ganhar!!! Não perca tempo, traga o já e faça o Natal de seu pet mais gostoso!


"Profissionalismo e amor aos animais é na Clínica Veterinária São Francisco de Assis"


Data do sorteio: 23/12/2010
Informações: 019-3837 3730

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Otite (inflamação do ouvido)


Na prática veterinária, a otite é uma das enfermidades mais diagnosticadas nos cães.

 
A otite externa é um distúrbio multifatorial que afeta a qualidade de vida de cães e gatos. O pavilhão auricular pode se apresentar eritematoso,      ulcerado, erosivo, com hiperqueratose, crostas, etc.  São diversas as causa primárias entre elas: doenças cutâneas; traumas (lesões ou uso inapropriado de instrumentos no ouvido, cotonetes, o arrancar de pêlos que pode causar inflamação e infecção); ácaros do ouvido; carrapatos e pulgas; corpo estranho; pelos ectópicos. O tratamento varia muito em cada paciente, as condições dermatológicas que afetam o canal auditivo, tornam susceptível a otite externa. A correção do fator primário, a citologia do exsudato, uso de antiinflamatórios esteróides, antibioticoterapia, lavagens do ouvido são as bases de tratamento.

A otite média na maioria das vezes é conhecida como causa recorrente da otite externa (sequela).A ruptura iatrogênia do tímpano durante a limpeza pode levar a otite média inflamatória, o tímpano geralmente cicatriza em 3 semanas (dependendo da gravidade da otite média pode-se não cicatrizar completamente). É muito comum o animal balançar e coçar a cabeça para aliviar a dor causada pela otite média. Alguns pacientes ficam relutantes em abrir a boca, isso se deve a inflamação, inchaço e dor na bula. Quando a otite média afeta os nervos que passam pelo ouvido médio, o paciente pode apresentar Síndrome de Horner. O tratamento é baseado em antibioticoterapia sistêmica, antiinflamatórios esteroidais, medicamentos otológicos e avaliações semanais. A citologia e cultura bacteriana pode ser útil.


A otite interna é uma causa comum de doença vestibular em cães, geralmente é o resultado da extensão da infecção do ouvido médio. Ocasionando disfunção vestibular resultando em uma variedade de sinais clínicos como inclinação da cabeça, andar em círculos, nistagmos e estrabismo. Podendo ser periférica ou central. O tratamento é feito com antibioticoterapia a longo prazo 3 a 6 semanas, com boa penetração, amplo espectro, não ototóxicas, com avaliação periódicas durante o período de tratamento.

--->Cockers Spaniels tem maiores predisposições para adquirirem otites e um dos fatores é o aumento relativo da glândula ceruminosa em relação a outras raças, a posição das orelhas que são caídas e as respostas diferentes à condição primária da patologia que causa otite externa. 

Fique atento a qualquer alteração em seu animal.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sábado, 30 de outubro de 2010

Cinomose

A Cinomose é uma doença viral nfecto-contagiosa que acomete cães domésticos e canídeos silvestres, principalmente filhotes, pela falta de imunização. O vírus da cinomose é um paramixovírus, que afeta o SNC dos cães. A transmissão é feita por contato direto, pelo ar, ou fômites. Os sinais clínicos são variáveis, depende-se da virulência da cepa viral, das condições ambientais, idade e estado imunológico. Podendo ser generalizados e graves em filhotes não vacinados. Na maioria das vezes os primeiros sinais são secreção nasal ou ocular,  tosse seca, podendo se resultar em pneumonia. Cães acometidos apresentam depressão, inapetência e com frequência febre, diarréia pode ocorrer, pústulas abdominais, hiperceratose de coxins e narinas é comum.
Hiperceratose narinas
Os sinais neurológicos se desenvolvem geralmente 1 a 3 semanas depois da recuperação sistêmica, e a evolução para o quadro neurológicos, vai depender da imunidade do animal, não necessariamente todos os casos irão evoluir para o quadro neurológico, isso depende de cada caso e da resposta de cada animal, já atendi pacientes que não evoluíram para o quadro neurológico e já atendi pacientes que evoluíram diretamente para o quadro neurológico sem envolvimento respiratório, quanto antes o diagnóstico, maiores as chances do animal. Os acometimentos neurológicos são convulsões, demência, desorientação, tetraparesia, ataxia e doenças cerebelares vestibulares. As convulsões podem ser de vários tipos, porém as mais comuns são as generalizadas. A mioclonia (contrações musculares repetitivas) é comum em cães com encefalomielite pela doença. Pode-se observar uveíte anterior em alguns cães. Animais idosos podem desenvolver encefalomielite crônica meses ou anos após se recuperarem de uma infecção pelo vírus da cinomose, apresentando tetraparesia, disfunção vestibular sem sinais sistêmicos o diagnóstico se baseia em histórico, exame clínico e exames laboratoriais como hemograma que pode estar normal ou revelar linfopenia grave, ou detecção de corpúsculos em eritrócitos e linfócitos circulantes. Aconselha-se a realização do PCR (pesquisa do vírus no sangue) caso hemograma resulte em normal. 
Quadro convulsivo
O tratamento é baseado nos sinais clínicos, antibióticos para quadros infecciosos secundários, polivitamínicos, imunoestimulantes, terapias anticonvulsionantes para controle das convulsões e outros tratamentos neurológicos. O importante  é conseguir manter a imunidade do animal para não haver complicações e consequentementes óbitos. A prevenção é feita através de corretos esquemas de vacinação quando filhotes e adulto. Animais curados podem eliminar o vírus por meses, portanto a vacinação de todos os animais da residência é importante. O vírus não resiste por um ano no ambiente como ouvimos por aí, ele é sensível ao hipoclorito de sódio (água sanitária). A desinfecção do ambiente é fundamental para a colocação de novos animais.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pseudociese (falsa prenhez)


A falsa prenhez ou pseudociese é um fenômeno clínico no qual a fêmea que não está prenhe exibe comportamento maternal, tal como aninhamento, adoção de objetos, desenvolvimento das mamas e lactação. É incomum em gatas. Ocorre em cadelas com ciclos intactos, devido a picos de prolactina (produção de leite) e quedas de progesterona  (hormônio da gestação),  na fase após cio quando não há fecundação. É considerado normal nas cadelas se tiver a duração de 2 ou 3 semanas. Não está associada a qualquer anormalidade reprodutiva, existe alguma predisposição individual para o desenvolvimento da falsa prenhez, além disso fatores nutricionais influenciam a ocorrência. Geralmente não requer tratamento, os sinais desaparecem, estimulação das mamas ou lambeduras podem provocar aleitamento pela própria cadela. Quando o tratamento for necessário, drogas que inibem a liberação de prolactina são eficazes para diminuição do leite e do comportamento gestacional. Não é recomendada a realização da castração na fase de diestro, pois pode desencadear falsa prenhez devido a remoção dos ovários (fonte de progesterona). Nem se recomenda fazer a castração no período da falsa prenhez, pois poderá resultar em períodos mais prolongados. Se os sinais clínicos persistirem por mais tempo que o esperado 2 ou 3 semanas, a cadela deverá ser avaliada para hipotireoidismo. Procure um Médico Veterinário ao perceber qualquer anormalidade em seu animal.



Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dermatite Psicogênica


Dermatite psicogênica (lambedura), é uma desordem cutânea comum em cães e gatos. O animal desenvolve um ato de se lamber compulsivamente, a ponto de se auto-mutilar, pode ocorrer em qualquer parte do corpo, porém o local mais afetado são as patas. Há indícios de que o estresse afeta a produção de alguns hormônios que levam a esse comportamento.  Os fatores desencandeantes mais comuns são: confinamento, tédio, estresse, falta de atenção, depressão induzida por falta de membro ou outro animal da família, mudança de ambiente, introdução de pessoas novas na família, ou de novo animal. Todas essas questões acima citadas resultam em insatisfação e ansiedade. Existem também fatores  traumáticos, escovação, higienização excessiva, etc. Como a saliva do animal é muito contaminada, há introdução de bactérias na pele, resultando em dermatite bacteriana (com presença de pus). Antes de iniciar o tratamento, temos que corrigir a causa primária, para que não ocorra recidivas (não adianta tratar a ferida e ignorar o lado emocional). O diagnóstico é baseado em histórico, sinais e exclusão de outras enfermidades dermatológicas. Se seu animal apresenta comportamentos semelhantes, procure o Médico Veterinário pois ele é capacitado para tratar e descobrir a causa do problema.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291