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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Então é Natal!!!


Nossas cestas estão lindas e aguardando os sorteados!! Quem será o lindo cãozinho e o lindo gatinho que irá ganhar??? Nosso sorteio será realizado dia 23/12/2010. Postaremos aqui os vencedores!!

Boa sorte!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cardiomiopatia Dilatada Congestiva (CDC)




É uma doença miocárdica primária que é caracterizada pelo aumento de tamanho das câmaras cardíacas, disfunção contrátil sistólica e sinais clínicos de insuficiência cardíaca congestiva (ICC). A etiologia não é muito bem entendida, alguns citam predisposição familiar, outros citam lesões miocárdicas produzidas por diferentes agressões, possibilidades de fatores nutricionais como a deficiência de carnitina, até possibilidades de agentes virais ou de hipotireoidismo. A deficiência de contratilidade é o mecanismo desencadeante de todas as respostas clínicas, resultante das alterações do transporte de cálcio, ocasionando arritmias cardíacas, redução do débito cardíaco e da pressão arterial. Algumas formas clínicas especiais tem sido descritas em algumas raças de cães de grande porte  como, Doberman, Boxer, nesses animais apresenta-se na sua forma clássica, com aumento de tamanho do átrio e ventrículo esquerdos. Muitos animais sobrevivem de forma assintomática por longos períodos de tempo até surgimento dos sinais clínicos de edema pulmonar, efusões (ascite), fraqueza, letargia, sonolência, caquexia cardíaca, alguns animais tendem a apresentar sinais agudos síncope, dispnéia e choque cardiogênico. O diagnóstico é baseado em histórico clínico sugestivo associado a predisposição racial, sinais clínicos de insuficiência cardíaca, alterações à ausculta cardíaca (arritmias, sopros), radiografia torácica, eletrocardiografia e ecocardiografia. O tratamento depende do tipo de insuficiência cardíaca, mas geralmente é baseado em repouso, dieta hipossódica, diuréticos, inotrópicos positivos, vasodilatadores, antiarrítmicos, etc. 

Qualquer alteração em seu animal, procure um Médico Veterinário.



Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sarna Sarcóptica (escabiose canina)



A escabiose canina, também conhecida como sarna sarcóptica é uma doença infecto contagiosa, causada pelo parasita Sarcoptes scabiei, que provoca escavação superficial da pele. Pode infectar humanos e gatos, é comum ocorrer em animal com histórico prévio de permanência em abrigos de animais, contatos com cães de ruas ou visitas à exposição. Produz substâncias alergênicas que provocam reações de hipersensibilidade intensamente pruriginosa (coçeira) em cães saudáveis ou filhotes. A transmissão é feita através de contato direto, ambientes contaminados, fômites (escovas, caminhas, etc) e o início dos sintomas podem aparecer em até 3 meses. As lesões  mais comuns incluem prurido intenso à grave, pápulas, crostas, hiperceratose, escamação, eritema, escoriações, alopecia (queda do pêlo). Inicialmente as regiões com menos pêlos é atingida, jarretes, cotovelos, extremidades de pavilhão auricular, região ventral do abdomen, tórax e axilas. Nos casos crônicos as lesões podem se espalhar pelo corpo, resultando em infecções secundárias, perda de peso e debilidade. 

O diagnóstico é baseado em histórico, sinais clínicos, resposta ao tratamento com escabicidas, reflexo oto-podal (esfregação da borda da orelha entre o polegar e dedo indicador resulta em um ato de coçar) é altamente sugestivo de escabiose, a microscopia com raspados de pele em regiões de lesões também é indicada, porém podem ocorrer falsos-negativos, nem sempre encontra-se o ácaro na lâmina. 

O tratamento é feito com banhos escabicidas (amitraz, monossulfiram), o uso de xampus anti-sépticos, anti-seborréicos ou anti-fungicos é necessário para remoção de crostas ou casos de infecções secundárias, necessário também tratamentos tópicos associados (fipronil, selamectina, moxidectina) e medicações anti-parasitárias (ivermectina) injetáveis ou orais. No caso de infecções secundárias fazer tratamento associado. É importante fazer a desinfecção do ambiente (canil, quintal, abrigos) com parasiticida, pois o parasita é altamente contagioso e pode infectar ocasionalmente humanos e gatos.

Qualquer alteração em seu animal, procure um Médico Veterinário

Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Carrapatos e seu controle

Rhipicephalus sanguineus
Carrapatos são artrópodes da ordem ácaros, ectoparasitas hematófagos, responsáveis pela transmissão de doenças aos animais e humanos.Seu habitat é geralmente aonde existem seres humanos e animais (pois se alimentam de sangue). Existem várias espécies de carrapatos, porém a de maior relevância para nós clínicos de pequenos animais é a espécie Rhipicephalus sanguineus. Este tipo de carrapato tem como hospedeiro preferido o cão, podem também parasitar outros tipo de animais domésticos. As fêmeas podem por 200 a 3000 ovos por dia. Estes carrapatos na fase adulta podem sobreviver até 19 meses. Suas infestações nos cães podem provocar leves irritações e até severas anemias, pode atacar qualquer parte do corpo, porém é mais comum orelhas, membros e regiões interdigitais, é considerado o principal transmissor da Erliquiose e Babesiose canina, doenças graves que podem matar, se não diagnosticas precocemente. 

O controle contra carrapatos deve ser feito com carrapaticidas eficazes (sprays, pipetas, banhos pulverizadores), a repetição destes produtos podem ser mensais ou até quinzenais no caso de grandes infestações. São eficazes:
Frontline plus (carrapatos e pulgas)
Advantage max 3 (carrapatos, pulgas e moscas)
Promeris Duo pipeta (carrapatos e pulgas)
Fiprolex (carrapatos e pulgas)
Estes produtos matam os carrapatos que estiverem no corpo do animal pela ação de contato.

Existem as coleiras carrapaticidas que são boas opções também, estas podem ser deixadas por meses, porém só matam quando o carrapato picar o animal. Gosto de indicar a Kiltix (Bayer) pela durabilidade e eficácia, a Scalibor (age também contra o mosquito transmissor da Leishmaniose) e a Preventic (um pouco menos duradoura, porém eficaz).

Além do controle no animal é fundamental o controle no ambiente em que ele vive, através de pulverização com produtos piretróides, é aconselhável retirar o animal do ambiente, para não correr o risco de intoxicação, deve-se ter cautela para uso destes produtos, pois podem ser tóxicos para nós e para o animal. Estes carrapatos gostam de lugares altos, janelas, frestas de portas, cantos de paredes, deve-se pulverizar todos estes locais, inclusive a casinha do animal e grama. O uso de vassoura de fogo também é muito eficaz para o ambiente externo, sua vantagem é de não apresentar riscos de intoxicação.

O controle rotineiro eficaz no animal e no ambiente combate o ectoparasita. Qualquer alteração como falta de apetite, apatia, fraqueza, procure um Médico Veterinário.



Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Hipertensão Arterial (HTA)


A determinação da pressão arterial (HTA) deveria ser parte da rotina na clínica veterinária. A hipertensão arterial é denominada por uma elevação persistente de pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), ou de ambas em relação aos valores normais, segundo raça, sexo e outros fatores. Na Medicina Veterinária, diferente da Medicina Humana, é raro a presença de HTA primária. A maioria corresponde a uma causa secundária. Entre as causas secundárias de HTA estão: hipotireoidismo (hipercolesterolemia), insuficiência renal crônica, hipertireoidismo, hiperadrenocorticismo, diabetes, obesidade, etc. O animal com HTA prolongada poderá apresentar uma série de distúrbios como alterações oculares, cardiológicas, danos ao SNC, etc. Como a maioria dos casos de HTA em animais ser consequência de outros problemas, o objetivo é solucioná-los para normalizar a pressão arterial. A terapia anti-hipertensiva deve ser feita em animais com HTA confirmada, após várias mensurações e em casos confirmados de afecções em diferentes sistemas. Os protocolos utilizados na veterinária são os mesmo do homem. Além de terapia medicamentosas é importante fazer controle de peso, dietas hiposódicas, evitar fármacos que aumentem a pressão arterial como glicocorticóides e anfetaminas. 

Oferecemos o serviço de aferição da pressão arterial. Agende já uma visita. Cuide da saúde e seu pet!




Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Hiperadrenocorticismo (Sindrome de Cushing)



O hiperadrenocorticismo é uma das doenças endócrinas mais diagnosticadas em cães, ocorre  por  transtornos das glândulas adrenais (produtoras de glicocorticóides). É uma doença que resulta  da produção ou a administração excessiva de glicocorticóides (cortisol), ou seja, pode ser espontâneo ou iatrogênico. O cortisol apresenta diversos efeitos no organismo, entre eles no metabolismo dos carboidratos, metabolismo proteico, metabolismo de gordura e efeitos antiinflamatórios As causas espontâneas mais comuns são: Hiperadrenocorticismo hipófise dependente, que ocorre em > 80% dos cães, devido secreção inapropriada de ACTH pela hipófise, que resulta na hiperplasia bilateral das adrenais, grande parte de cães com este tipo de hiperadreno apresentam um tumor na hipófise. No hiperadrenocorticismo adrenal-dependente as causas são geralmente por tumores adrenais uni ou bilaterais, estes podem ser benignos ou malignos. Existem também alguns relatos de casos de hiperadreno hipófise-dependente, que apresentaram tumor adrenal. As causas iatrôgenicas são por aplicações excessivas e prolongadas de corticóides, porém essas causas são mais incomuns. É uma doença mais comum em animais de meia-idade, as raças Poodles, Dachshunds, Yorkshires, tem maior risco de adquirir a doença. Os sinais clínicos mais comuns são, polidipsia e poliúria (aumento da ingestão de água e frequência urinária), polifagia (aumento de apetite), distensão abdominal (abdômen em barril), atrofia/ fraqueza muscular, alterações dermatológicas (pele fina, sem elasticidade), atrofia testicular, etc. O diagnóstico é baseado em sinais clínicos, exames laboratoriais (hemograma, urinálise, bioquímico, hormonais), imagens (ultrassonografia,  radiografias, tomografia). Os tratamento utilizados para hiperadrenocorticismo geralmente, produzem efeitos colaterais importantes para o animal, o animal deve ser monitorado constantemente ao receber o tratamento. Os produtos mais utilizados são: mitotano, trilostano, cetoconazol, ciproeptadina. Procedimentos cirurgicos de adrenalectomia para tumores das adrenais. A média de sobrevida de animais tratados em um estudo foi de 30 meses. 


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Hiperplasia prostática benigna (cães)



A hiperplasia prostática benigna é comum em cães, e acomete mais frequentemente machos inteiros e idosos. Ocorre por estímulo androgênico, que resulta em aumento da prostáta. A hiperplasia prostática benigna geralmente é descoberta acidentalmente durante consultas rotineiras em animais idosos, normalmente é subclínica. Quando apresenta sinais clínicos os mais comuns são tenesmo e gotejamentos de sangue prostático através da uretra na ausência de urina, hematúria e hemospermia. O diagnóstico e baseado em sinais clínicos, radiografias (confirma prostatomegalia), ultrassonografia (acometimento é difuso e simétrico) e palpação da próstata. O tratamento de escolha é a castração para animais que apresentam sinais clínicos, ocorre a involução da próstata após algumas semanas do procedimento (se retira a fonte de andrógenos). Para cães de reprodução que não podem ser castrados, existem fármacos antiandrogênicos, porém a resposta não é eficiente como da castração, os resultados acabam sendo temporários e há recidivas após alguns meses, e o uso desta terapia pode induzir uma metaplasia escamosa da próstata. Existem também tratamentos com progestágenos, porém resultados mostram que o único tratamento eficiente é a castração. Leve sempre seu animalzinho ao médico veterinário, as chances de se diagnosticar doenças precoces são maiores e assim ele terá melhor qualidade de vida.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
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