Sejam bem vindos ao nosso Blog! Divulgaremos aqui nossos serviços, casos clínicos, matérias, dicas e curiosidades do mundo animal!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Giardíase


Giardíase é uma doença comum em cães, gatos e humanos. Se trata de uma zoonose, portanto, sua prevenção e tratamentos é imprescíndivel para o bem estar de sua família e de seu animal de estimação. A giárdia é um protozoário que infecta o intestino delgado de animais e humanos causando danos a células da mucosa ocasionando diarreía. As fontes de infecção mais comum são as fezes e água contaminada. A transmissão oral-fecal ocorre entre animal e homem. A giardíase na maioria das vezes é subclínica (assintomática) em animais adultos, porém em animais jovens pode ser severa e os principais sinais são diarréia fétida (pode conter gosma), vômitos, dor abdominal, desidratação, perda de peso, etc. Sinais estes semlhantes aos de gastroenterites virais ou bacterianas e até mesmo de outro parasita. É muito importante saber diferenciá-la das outras enfermidades. O diagnóstico é feito através de exame de fezes específico, verificando a presença de cistos ou trofozoítas, como a eliminação do agente é intermitente, orienta-se examinar três amostras, colhidas em dias consecutivos. No tratamento a desinfecção do ambiente é muito importante, pois se feito o tratamento sem a desinfecção o animal poderá se contaminar novamente (muito comum, mesmo com tratamento). A medicação de escolha será baseada no estado do animal, geralmente antiprotozoários e agentes quimioterápicos. Já existe no mercado vacinas contra giardíase, um estudo revelou que a vacina estimula o organismo do animal a resistir ao parasita, sendo efetiva em longo prazo para o controle desta enfermidade.



Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Insuficiência Renal (cães e gatos)


Os rins são responsáveis pela filtração do sangue através da excreção de substâncias tóxicas, manutenção de níveis adequado de água e sal no organismo, equilíbrio ácido-básico, e outros. A Insuficiência Renal (IR) é uma doença gravíssima a qual impossibilita o rim de exercer suas funções. É classificada em aguda (IRA) e crônica (IRC) . A insuficiência renal aguda se instala rapidamente, acometendo animais de qualquer idade e em determinadas circunstâncias. Venenos, anticongelantes, alguns medicamentos, cálculos e infecções bacterianas podem danificar o rim e ocasionar IRA. A insuficiência renal crônica se desenvolve gradualmente podendo acometer animais idosos, portadores de diabetes e câncer, em casos mais incomuns pode ser congênita (o animal nasce com defeitos nos rins). A insuficiência renal é classificada em pré-renal, renal e pós renal. A pré renal ocorre quando o sangue chega em volume insuficiente nos rins (choque, desidratação). A renal é quando a doença está no próprio rim (glomerulonefrites, pielonefrites e nefropatia diversas). A pós renal ocorre quando há obstrução na saída da urina, exemplos cálculos renais ou vesicais. Os sintomas mais comuns de IR são vômitos, halitose, úlceras na boca (devido o aumento da uréia, enzima que se elevada é tóxica para o organismo) aumento da ingestão de água, aumento da frequência urinária (IRC), no caso de IRA o animal para de urinar. O diagnóstico da insuficiência renal é feito através de exames (hemograma, bioquímico renal, urina), ultra-sonografia e baseado nos sintomas. Na IRA tratando a causa primária consegue-se reverter o quadro de IR. Já para IRC não existe tratamento, mas sim controle através de fluidoterapia, mudança de dieta (diminuiçào de proteínas) e hemodiálise. Animais controlados vivem muito bem durante anos, podendo apresentar crises esporadicamentes. Procure um Médico Veterinário ao notar qualquer alteração em seu animal.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Desmame



Desmame é definido como a transição da dieta líquida que os filhotes ingerem durante a lactação, para a dieta sólida e diversificada da qual deverá alimentar-se o animal adulto. Para isso há que, de um lado fazer com que a cria se desabitue a mamar e, de outro, conseguir que ingira uma dieta progressivamente mais sólida. Não só se trata de administrar uma simples dieta de substituição, mas também de cumprir uma etapa complexa de crescimento. Algumas circunstâncias naturais contribuem para o desmame, dentre elas a dentição e as unhas dos filhotes que machucam e incomodam a mãe que não os deixam mamar nas mesma quantidade de antes, fazendo com ela se afaste da ninhada. Com isso, um menor estímulo e demanda provocam a menor produção do leite. Em condições normais o desmame é realizado entre a quarta e quinta semana de forma que entre a quinta e a sexta  semana as crias comam durante o dia e mamem somente à noite. Gatos costumam ser mais precoces (próximo da terceira semana).A lactação tem além do aspecto nutritivo, componentes sociológicos e de comportamentos. Mais do que a idade é importante que seja progressivo e sufcientemente lento para permitir a adaptação do aparelho digestório e do organismo em geral. Um desmame abrupto ou precoce podem gerar problemas para o filhote (manias de sucção sobre tecidos ou objetos, problemas na conduta de relacionamento). Feito o desmame é imprescindível continuar com condutas de manejo e higiene, pois nesta fase o filhote enfrenta a socialização, a transição alimentar e novos riscos infecciosos. Assim que o fizer procure um Médico Veterinário para orientação sobre vacinação e vermifugação.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O período neonatal


Período neonatal é a fase do nascimento até o abertura dos olhos (geralmente até a segunda semana de idade). Tanto os cães quanto os gatos nascem com os olhos fechados e, provavelmente, essa imagem seja a maior expressão de sua fragilidade e de sua estreita dependência dos cuidados externos, seja da mãe e dos seres humanos para sua sobrevivência. O Tato, o olfato e o paladar são sentidos adquiridos desde o nascimento e são imprescindíveis para a sobreviviência dos filhotes nos primeiros dias. Nesta fase todo o comportamento está fundamentado em reflexos. Reflexo de termotropismo positivo (dirigir-se em direção ao calor), é essencial para estabelecer o vínculo com a mãe; reflexo de estimulação do focinho (faz com que o animal empurre com o focinho quando é estimulado por contato a seu redor); reflexo de sucção (reflexo labial que provoca a sucção ao colocar em contato com os lábios um objeto que possa lembrar o mamilo.); reflexo anogenital (a lambedura da mãe ou contato suave com o corpo úmido estimulará a micção e a defecção). Durante a primeira semana, os filhotes geralmente mamam a cada 1 ou 2 horas e periodicamente a mãe os lambe estimulando os reflexos de micção e defecação. Os filhotes praticamente dedicam a totalidade de seu tempo dormindo (90%). É interessante manipular os filhotes nesta idade para o desenvolvimento psicológico. Uma lactação correta é suficiente, mas também são importantes as condições ambientais e os casos de animais órfãos. As principais causas de problemas nesse perído são: Hipóxia; processos congênitos ou hereditários; ambientais; higiene; má-nutrição; hipoglicemia; imunodeficiências; falhas no comportamento materno, traumas, canibalismo; infecções bacterianas e virais. Para prevenir esses tipo de problemas é muito importante um acompanhamento pré-natal (controlar a saúde da mãe visando a saúde do feto, através de exames ultrasonográficos acompanhar o crescimento do feto);examinar toda a ninhada, estar atendo a higiene, condições ambientais, verificar se todos os filhotes estão mamando, se está havendo produção suficiente de leite; comportamento da mãe (ansiedade, nervosismo). Procure um Médico Veterinário para examninar toda ninhada, juntamente com a mãe, dentro das primeiras 36 horas após o parto.

Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291





segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Obesidade em cães e gatos

A obesidade em cães e gatos é um dos maiores problemas de saúde que enfrento em minha prática profissional.  A obesidade é sim uma doença e vem crescendo cada vez mais. A causa da obesidade na maioria das vezes é a alimentação exagerada, que gera armazenamento de gordura resultando em obesidade.  Deparamos-nos com diferentes tipos de proprietários alguns desorientados que não sabem corretamente a quantidade e tipos de alimentos que devem fornecer a seu animal; proprietários que agem como se alimentar seu animal fosse um trabalho doméstico automático; tem aqueles que acham que a alimentação é uma atividade preenchedora do tempo e que ao se alimentarem tornam-se incapazes de não compartilhar esse momento com seu animal e acabam lhes oferecendo restos alimentares, petiscos ao recorrer do dia. Deparo-me também com aqueles que são cientes do risco e não dão importância mesmo orientados acham que seu animal é saudável e “fofinho”. Obesidade não é saúde e muito menos beleza, e sim uma doença que pode levar há vários desarranjos. Doenças endócrinas, cardiovasculares, ortopédicas, hepáticas e dermatológicas, gatos podem desenvolver lipidose hepática (gordura no fígado). O único alimento que os animais precisam é ração de qualidade de acordo com sua faixa etária, pois é balanceada corretamente e contém tudo que eles necessitam. Algumas raças são predispostas a desenvolver obesidade como Labrador, Cocker Spaniel, Dachshund, Basset Hound, Beagle e outros. Alguns fatores do animal também podem predispor como idade, inatividade, castração. Cabe a nós Médicos Veterinários orientar os proprietários e reeducá-los, assim teremos animais com melhor qualidade de vida aumentando sua longevidade.

Dra. Mallize Gonçalves      
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291

domingo, 17 de outubro de 2010

Ehrlichiose Canina

É uma doença de caráter endêmico em nossa região é causada por uma bactéria chamada Ehrlichia canis, que parasita os leucócitos ( células de defesa) é transmitida pelo carrapato infectado durante o repasto saguineo.Na fase aguda o animal apresenta sinais clínicos como: febre, falta de apetite, aumento dos linfonodos, secreção nasal, dificuldades respiratória e indisposição. Na fase subclínica o animal apresenta somente alterações hematológicas, já na fase crônica há a incapacidade de resposta imune (por esta baixa resposta imunológica o animal fica sujeito a infecções oportunista como pneumonia, artrite, meningoencefalite entre outras), nesta fase crônica  o animal também pode apresenta fraqueza, depressão, perda de peso e hemorragias. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, pelos sinais clínicos e exame físico realizado pelo Médico Veterinário. O tratamento é  através de administração de antibiótico específico e terapia suporte como a fluidoterapia, transfusão sanguinea e estimulação do apetite.

Por estarmos em uma região endêmica a prevenção é de imensa importância e é feita através do uso de carrapaticidas, hoje em dia existem diversas apresentações desde pipetas que são instiladas no dorso do animal até  coleiras, consulte o veterinário pois ele indicara o produto ideal para cãozinho. 

Carrapato Rhipicephalus sanguineus
Lethicia Y. O. Ohara
Médica Veterinária
CRMV-SP 27201

sábado, 16 de outubro de 2010

Castrar ou não castrar?

Inúmeros proprietários ao adquirir um cão ou gato não sabem ao certo o que é a castração, suas vantagens e desvantagens. Muitos tem uma visão de que a castração deixará seu animal "bobo" que "deixará de ser bravo" ou que é um procedimento que "judiará de seu animal", "que é necessário seu animal ter uma cria" ou seja verdadeiros mitos! A castração apresenta diversas vantagens, entre elas:


- diminuição do risco de adquirir um câncer de mama, de útero ou ovários;
- eliminação de cios e crias indesejáveis;
- eliminação de pseudociese (gestação psicológica);
- eliminação de infecções uterinas e distúrbios hormonais;
- elimina riscos de problemas de próstatas;
- elimina riscos de tumores em regiões genitais de machos e fêmeas;
- melhora o comportamento do macho ansioso que late a todo momento;
- melhora comportamentos de micção dos machos que gostam de marcar território;
- ameniza comportamento de fugas e brigas


Caso não tenha intenção de reproduzir suas fêmeas, castrar antes do primeiro cio diminui-se o risco para 0,05 de adquirir um câncer de mama no futuro, risco real que presencio no dia a dia. Já os machos podem ser castrados após 4 meses de idade. A castração engorda? Não a castração não engorda, o que acontece é que o animal diminui suas atividades físicas devido a eliminação dos hormônios, ficando mais preguicoso, portanto, necessitando mais de exercicíos e quantidades menores de alimentação.


Dra. Mallize Gonçalves
Médica Veterinária
CRMV-SP 21.291